# Beephish – Gestão de Risco Humano

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Canonical: https://beephish.com/midia/risco-humano-o-elo-mais-explorado-da-seguranca-e-o-menos-gerenciado

O fator humano continua sendo um dos principais vetores para incidentes de segurança — e isso está longe de ser uma novidade.

No Brasil, o Relatório de Cibersegurança 2025 da Brasscom indica que 86% dos CISOs acreditam que sofrerão um ataque relevante nos próximos 12 meses em função de riscos associados ao comportamento humano.

Ainda assim, muitas organizações continuam tratando esse tema como secundário na estratégia de defesa. Investimentos seguem concentrados em tecnologia, enquanto o comportamento dos usuários permanece como uma variável pouco controlada.

**O problema não está na tecnologia**

Essa desconexão ajuda a explicar o porquê, mesmo com o avanço das soluções de proteção, incidentes continuam ocorrendo com frequência. Ataques de engenharia social seguem entre os mais eficazes uma vez que exploram decisões cotidianas, geralmente tomadas sob pressão ou distração. O ponto de entrada não é necessariamente uma falha técnica, mas a forma como pessoas interagem com sistemas e informações. O desafio, nesse contexto, não é apenas tecnológico, pois segurança envolve a capacidade de influenciar comportamento e reduzir riscos associados ao uso de tecnologias.

Parte do problema está na forma como programas de conscientização ainda são conduzidos. Em muitas empresas, o tema aparece em campanhas pontuais ou treinamentos genéricos, não relacionados com situações reais enfrentadas pelos usuários. Sem contexto e continuidade, essas iniciativas têm alcance limitado e dificilmente geram mudança consistente.

Isso cria uma sensação de cobertura que não se traduz em redução de risco. A organização acredita que treinou seus colaboradores, mas não conseguiu medir o impacto dessas ações nas decisões cotidianas. O resultado é um ambiente em que o risco humano permanece elevado, mesmo diante de investimentos crescentes.

**Quando o comportamento entra na estratégia**

É nesse cenário que ganha força a abordagem de gestão do risco humano, ou _Human Risk Management (HRM)_. A mudança não está na ferramenta, mas na forma de tratar o problema: comportamento passa a ser entendido como um fator mensurável e gerenciável dentro da estratégia de segurança.

Isso exige sair de uma lógica massificada: em vez de treinar todos da mesma forma, o foco passa a ser identificar onde estão os principais riscos, quais perfis estão mais expostos e quais decisões precisam ser ajustadas.

Na prática, isso envolve o uso de dados já disponíveis nas organizações, como registros de acesso, alertas de segurança e histórico de incidentes, a fim de orientar intervenções específicas. Comunicações mais objetivas, conteúdos adaptados ao contexto e ciclos contínuos de avaliação, tendem a gerar melhor resultado do que treinamentos extensos e genéricos.

Outro ponto crítico é integrar segurança à rotina das equipes. Quando o tema deixa de ser tratado como uma obrigação pontual e passa a fazer parte do dia a dia, o nível de engajamento muda, pois a responsabilidade deixa de ser exclusivamente da área de tecnologia e passa a ser distribuída entre diferentes departamentos.

Essa mudança depende menos de novas ferramentas e mais de consistência. Segurança precisa ser incorporada às decisões cotidianas, não tratada como exceção. Enquanto o risco humano continuar sendo abordado de forma periférica, as organizações seguirão expostas.

Ou seja, a evolução da segurança passa, necessariamente, pela capacidade de entender e gerenciar o comportamento humano como parte central da defesa.

Natália Santos, gerente de Canais e Marketing da Beephish.

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Fonte: BeePhish — https://beephish.com