# Beephish – Gestão de Risco Humano

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Canonical: https://beephish.com/blog/o-que-300-executivos-brasileiros-revelaram-sobre-o-risco-humano-em-2025

Durante anos, a segurança da informação foi tratada principalmente como um desafio tecnológico. Os investimentos se concentraram em infraestrutura, monitoramento, proteção de perímetro, controle de acessos e ferramentas capazes de identificar ameaças cada vez mais sofisticadas. Embora esses elementos continuem sendo fundamentais, existe uma percepção crescente entre líderes de segurança de que a tecnologia, sozinha, não resolve um dos maiores desafios enfrentados pelas organizações: o comportamento humano.

Foi justamente para entender como as empresas brasileiras estão lidando com essa realidade que o [Security Leaders,](https://securityleaders.com.br/) com apoio da Beephish, realizou uma pesquisa nacional com 300 executivos de organizações de diferentes portes e segmentos.

O objetivo foi mapear o estágio atual da conscientização em segurança, identificar os principais desafios enfrentados pelas empresas e compreender como os líderes enxergam a evolução da gestão do risco humano nos próximos anos.

Os resultados revelam um cenário interessante. Ao mesmo tempo em que existe uma clara percepção sobre a importância das pessoas na estratégia de proteção das organizações, ainda há uma distância significativa entre reconhecer o problema e implementar mecanismos eficazes para gerenciá-lo.

# Conheça os principais insights de uma pesquisa com líderes brasileiros e entenda os desafios, prioridades e oportunidades para fortalecer a cultura de segurança e reduzir o risco humano.

## O fator humano continua no centro dos incidentes

Um dos principais aprendizados da pesquisa é que os executivos não enxergam mais o risco humano como um problema secundário. Pelo contrário. A maioria dos entrevistados reconhece que ataques de phishing, engenharia social, comprometimento de credenciais e erros operacionais continuam entre as principais preocupações das áreas de tecnologia e segurança.

Esse resultado não surpreende quando observamos a evolução do cenário de ameaças. Os criminosos entenderam que atacar pessoas costuma ser mais simples, rápido e barato do que atacar tecnologias. Em vez de buscar vulnerabilidades complexas em sistemas, eles investem em técnicas de manipulação psicológica capazes de convencer usuários a compartilhar informações, aprovar acessos ou executar ações que beneficiem o atacante.

O problema é que muitas empresas ainda tentam enfrentar esse desafio utilizando modelos de conscientização criados para uma realidade muito diferente da atual.

## O modelo tradicional começa a mostrar seus limites

Outro dado relevante da pesquisa mostra que grande parte das organizações ainda concentra seus esforços em treinamentos periódicos e campanhas pontuais de conscientização.

Embora essas iniciativas tenham valor, elas nem sempre conseguem acompanhar a velocidade com que os ataques evoluem. Enquanto os criminosos adaptam suas técnicas diariamente, muitas empresas continuam avaliando seus usuários apenas algumas vezes por ano.

Esse descompasso cria um problema importante. A organização passa a acreditar que está medindo o risco humano quando, na prática, está observando apenas uma pequena fotografia de um comportamento que muda constantemente. Cada vez mais executivos reconhecem a necessidade de adotar modelos contínuos de avaliação, capazes de considerar fatores como comportamento, exposição, contexto operacional e impacto potencial para o negócio.

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## As vulnerabilidades mudaram e os programas também precisam mudar

A pesquisa também evidencia uma transformação importante na forma como os ataques chegam aos usuários. O e-mail continua sendo um vetor relevante, mas já não é o único. Aplicativos de mensagens, plataformas de colaboração corporativa, redes sociais profissionais, QR Codes e até ferramentas de inteligência artificial passaram a fazer parte da rotina dos ataques de engenharia social.

Essa mudança exige uma revisão dos programas de conscientização. Treinar colaboradores apenas para identificar e-mails suspeitos já não é suficiente para enfrentar um cenário onde os criminosos exploram múltiplos canais de comunicação simultaneamente.

Os executivos entrevistados demonstraram preocupação crescente com a capacidade de suas organizações acompanharem essa evolução. Mais do que aumentar a quantidade de treinamentos, existe a necessidade de torná-los mais frequentes, contextualizados e alinhados à realidade de cada área da empresa.

## O desafio da democratização da cibersegurança

Talvez um dos aspectos mais interessantes revelados pela pesquisa seja a percepção de que a conscientização em segurança ainda não alcançou o mesmo nível de democratização observado em outras áreas da tecnologia.

Grandes organizações costumam ter acesso a ferramentas avançadas, equipes dedicadas e orçamentos mais robustos para desenvolver programas de treinamento e cultura de segurança. Já pequenas e médias empresas frequentemente enfrentam dificuldades para implementar iniciativas estruturadas, seja por limitações financeiras, seja pela falta de recursos especializados.

O resultado é uma disparidade preocupante. Enquanto algumas empresas conseguem evoluir para modelos avançados de gestão do risco humano, muitas organizações permanecem dependentes de ações esporádicas e pouco mensuráveis.

Considerando que os criminosos não fazem distinção entre empresas grandes ou pequenas, essa diferença de acesso acaba ampliando a exposição ao risco em boa parte do mercado brasileiro.

## Tornar a proteção acessível é parte da solução

Foi justamente a partir dessa realidade que surgiu uma das principais propostas da Beephish: contribuir para a democratização do acesso à conscientização e à gestão do risco humano. A experiência de seu CEO, Glauco Sampaio, acumulada ao longo de mais de duas décadas atuando em tecnologia e segurança da informação, incluindo posições de liderança em grandes organizações brasileiras, permitiu identificar um problema recorrente no mercado. Muitas das soluções disponíveis eram excessivamente complexas, caras ou desenhadas para grandes corporações, dificultando sua adoção por empresas menores.

Essa percepção impulsionou o desenvolvimento de uma plataforma que busca combinar simplicidade operacional, flexibilidade e acesso a recursos que tradicionalmente estavam disponíveis apenas para organizações com maior maturidade em segurança.

Mais do que oferecer treinamentos, a proposta é permitir que empresas de diferentes portes consigam medir comportamentos, identificar vulnerabilidades, acompanhar indicadores e direcionar ações de melhoria de forma prática e contínua.

## O futuro da segurança passa pelas pessoas

Os resultados da pesquisa mostram que o mercado brasileiro está passando por uma mudança importante de mentalidade. A discussão já não gira apenas em torno de quantos treinamentos foram realizados ou quantas campanhas de phishing foram executadas. A pergunta que começa a ganhar força é outra: como entender, medir e reduzir o risco humano de forma contínua?

Essa mudança representa um avanço significativo para a maturidade da cibersegurança no país. Afinal, quando os ataques são projetados para explorar decisões humanas, proteger as pessoas deixa de ser apenas uma iniciativa educacional e passa a fazer parte da estratégia de proteção do negócio.

Os dados coletados junto aos 300 executivos mostram que esse movimento já começou. E tudo indica que os próximos anos serão marcados por uma transição cada vez mais forte do modelo tradicional de conscientização para uma abordagem baseada em comportamento, contexto e gestão contínua do risco humano.

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Fonte: BeePhish — https://beephish.com