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Canonical: https://beephish.com/blog/guia-completo-de-simulacao-de-phishing

As simulações de phishing deixaram de ser uma prática exclusiva de grandes corporações e passaram a fazer parte da estratégia de segurança de empresas de todos os portes. O motivo é simples: mesmo com a evolução das tecnologias de proteção, o phishing continua sendo uma das principais portas de entrada para incidentes de segurança em todo o mundo.

A cada ano, criminosos aperfeiçoam suas técnicas de engenharia social utilizando e-mails cada vez mais convincentes, mensagens personalizadas, QR Codes maliciosos, aplicativos de mensagens, plataformas colaborativas e até recursos de inteligência artificial para aumentar suas chances de sucesso. Nesse cenário, não basta investir apenas em tecnologia. É necessário compreender como os usuários se comportam diante das ameaças e criar mecanismos para fortalecer sua capacidade de identificação e resposta.

É exatamente esse o papel das simulações de phishing. Mais do que testar usuários, elas permitem medir comportamentos, identificar vulnerabilidades, acompanhar a evolução da organização e fortalecer a cultura de segurança ao longo do tempo.

Neste guia você aprenderá como planejar, executar e medir campanhas de phishing simulado de forma eficaz, respeitando boas práticas de mercado, aspectos legais e princípios de gestão do risco humano.

## **O que é uma simulação de phishing?**

Uma simulação de phishing é um exercício controlado no qual a organização envia mensagens que reproduzem características de ataques reais para avaliar como os usuários reagem diante de possíveis ameaças.

O objetivo não é enganar colaboradores por diversão nem identificar culpados. A finalidade é compreender comportamentos, medir exposição ao risco e criar oportunidades de aprendizado.

As campanhas podem simular diferentes cenários, como solicitações de redefinição de senha, comunicações corporativas, mensagens de fornecedores, cobranças, atualizações de benefícios ou qualquer outro contexto compatível com a realidade da organização.

Quando conduzidas corretamente, essas iniciativas ajudam a transformar dados comportamentais em informações valiosas para a tomada de decisão.

## **Teste pontual versus programa contínuo**

Um erro comum é tratar a simulação de phishing como uma atividade isolada. Muitas empresas realizam uma campanha única, observam os resultados e consideram o trabalho concluído. Embora isso gere uma fotografia momentânea da situação, dificilmente produz uma visão consistente sobre o comportamento dos usuários.

Programas maduros trabalham com campanhas recorrentes, permitindo acompanhar tendências, identificar melhorias, observar reincidências e medir a evolução da organização ao longo do tempo.

Em segurança, comportamento é algo dinâmico. Consequentemente, sua medição também precisa ser contínua.

E quais são os objetivos de uma simulação? As simulações modernas costumam atender três objetivos principais:

**Medir exposição ao risco**

Permitir que a organização compreenda quais grupos apresentam maior vulnerabilidade e quais tipos de ataques geram maior impacto potencial.

**Educar usuários**

Transformar situações de risco em oportunidades de aprendizado contextualizado.

**Fortalecer a cultura de segurança**

Criar uma percepção contínua de atenção e responsabilidade compartilhada em relação às ameaças digitais.

## **Antes de começar: os pré-requisitos para uma campanha eficaz**

Muitas campanhas falham não por problemas técnicos, mas pela ausência de planejamento. Antes de disparar a primeira simulação, alguns elementos precisam estar definidos:

-   Obtenha apoio da liderança: programas de phishing simulado geram melhores resultados quando possuem apoio explícito da liderança. Executivos, gestores e áreas de negócio precisam compreender que o objetivo é reduzir riscos e fortalecer a segurança da organização, não fiscalizar ou constranger colaboradores. Esse alinhamento reduz resistências e aumenta significativamente o engajamento ao longo do programa.
    
-   Envolva Recursos Humanos: a participação do RH ajuda a alinhar expectativas, garantir aderência às políticas internas e evitar interpretações equivocadas sobre os objetivos da iniciativa.
    

Além disso, RH e Segurança costumam formar uma parceria importante na construção da cultura organizacional.

-   Comunique sem revelar datas: uma boa prática consiste em informar que a organização realiza campanhas de conscientização e simulações de engenharia social sem divulgar datas, temas ou públicos específicos. Dessa forma, os colaboradores compreendem o propósito do programa sem comprometer sua efetividade.
    
-   Defina um baseline: antes de iniciar qualquer processo de melhoria, é importante compreender a situação atual. A primeira campanha normalmente serve para estabelecer um baseline, ou seja, uma linha de referência que permitirá comparar a evolução futura dos indicadores. Sem baseline, torna-se muito mais difícil demonstrar progresso e justificar investimentos.
    

## Como planejar sua primeira campanha

Depois de estabelecer os fundamentos do programa, chega o momento de planejar a primeira simulação.

**Escolha o público-alvo**

Embora seja possível realizar campanhas para toda a organização simultaneamente, muitas empresas optam por iniciar com grupos específicos. Alguns critérios comuns incluem:

\- Área de atuação.

\- Função exercida.

\- Nível de acesso.

\- Exposição a riscos específicos.

\- Histórico de incidentes.

Essa segmentação ajuda a produzir resultados mais relevantes e facilita a personalização dos cenários.

**Utilize cenários realistas**

Um dos erros mais frequentes em campanhas de phishing é utilizar mensagens tão absurdas que nenhum usuário acreditaria nelas. O mundo real funciona de forma diferente.

Ataques eficazes normalmente exploram situações plausíveis, temas familiares e comunicações compatíveis com a rotina da vítima. Por esse motivo, campanhas realistas tendem a gerar resultados muito mais úteis do que cenários genéricos ou excessivamente artificiais.

**Defina uma periodicidade adequada**

Não existe uma frequência universal que funcione para todas as empresas. Como referência geral:

\- Mensal: organizações maduras ou ambientes de alto risco.

\- Bimestral ou trimestral: organizações em evolução.

\- Semestral: apenas para programas muito iniciais.

O mais importante é manter consistência ao longo do tempo.

**Trabalhe com dificuldade progressiva**

Assim como acontece em qualquer processo de aprendizagem, campanhas devem evoluir gradualmente.

Começar com cenários extremamente sofisticados pode gerar resultados pouco úteis e desmotivação. Por outro lado, campanhas excessivamente simples deixam de refletir a realidade das ameaças atuais.

O ideal é aumentar gradualmente a complexidade conforme a maturidade dos usuários evolui.

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## **Principais tipos de cenários de phishing**

A diversidade dos ataques modernos exige uma diversidade semelhante nas simulações.

**Credential Harvesting**

É o cenário mais conhecido. O usuário recebe uma mensagem que o direciona para uma página simulada de autenticação, onde poderia inserir credenciais em uma situação real. Esse modelo continua sendo extremamente relevante porque reproduz uma das técnicas mais utilizadas pelos criminosos.

**Anexos maliciosos**

Simulam documentos, planilhas, PDFs ou arquivos que poderiam conter malware em um ataque verdadeiro. São especialmente úteis para avaliar comportamentos relacionados à abertura de anexos.

**Spear Phishing e BEC**

Ataques direcionados costumam explorar informações específicas da organização. Nesse modelo, as mensagens simulam solicitações de gestores, executivos ou parceiros de negócio, reproduzindo técnicas frequentemente utilizadas em fraudes financeiras.

**Quishing, Smishing e Vishing**

Os ataques modernos já não dependem exclusivamente do e-mail. Campanhas envolvendo QR Codes, mensagens SMS e chamadas telefônicas estão se tornando cada vez mais comuns e devem fazer parte da estratégia de avaliação das organizações mais maduras.

## **Métricas que realmente importam**

Uma das maiores evoluções observadas nos últimos anos está relacionada à forma como os resultados das campanhas são interpretados.

Durante muito tempo, a taxa de clique foi considerada o principal indicador de sucesso ou fracasso de uma campanha de phishing simulado. Embora continue sendo uma métrica importante, ela oferece apenas uma visão parcial do comportamento dos usuários. Organizações maduras analisam um conjunto mais amplo de indicadores.

**Taxa de clique**

Representa o percentual de usuários que interagiram com o conteúdo da campanha. É um indicador útil para medir exposição inicial, mas não deve ser utilizado isoladamente para avaliar maturidade ou risco.

Uma taxa de clique baixa nem sempre significa que os usuários estão preparados para identificar ameaças reais.

**Taxa de submissão de credenciais**

Esse indicador mede quantos usuários avançaram além do clique e efetivamente tentaram fornecer informações em uma página simulada. Normalmente, esse comportamento representa um nível maior de exposição ao risco do que o simples clique em um link.

**Taxa de reporte**

Esta é, provavelmente, a métrica mais importante de todo o programa. Uma organização verdadeiramente resiliente não é aquela onde ninguém comete erros. É aquela onde os usuários conseguem identificar ameaças e reportá-las rapidamente para que medidas de contenção sejam adotadas.

Por esse motivo, empresas maduras acompanham com atenção o crescimento da taxa de reporte ao longo do tempo. Quanto mais colaboradores reportam mensagens suspeitas, maior tende a ser a capacidade de detecção da organização.

**Tempo até reporte**

Além de reportar, é importante entender a velocidade desse processo. Uma ameaça identificada em poucos minutos gera uma oportunidade muito maior de resposta do que uma mensagem reportada horas ou dias depois. O tempo médio até reporte ajuda a medir a agilidade da organização diante de potenciais incidentes.

**Reincidência**

Outro indicador valioso é a reincidência. Usuários que repetidamente apresentam comportamentos de risco podem exigir abordagens específicas de conscientização, acompanhamento adicional ou revisão dos fatores que influenciam suas decisões.

## **Benchmarks de mercado**

Uma pergunta frequente é: qual seria uma boa taxa de clique? A resposta depende do setor, da maturidade da organização, da qualidade da campanha e do nível de sofisticação do cenário utilizado.

De forma geral:

\- Programas iniciantes costumam apresentar taxas de clique superiores a 15%.

\- Programas intermediários frequentemente operam entre 5% e 15%.

\- Organizações mais maduras conseguem manter indicadores abaixo de 5%.

Porém, existe um ponto importante: uma empresa com taxa de clique de 7% e taxa de reporte de 35% pode apresentar um cenário mais saudável do que uma empresa com taxa de clique de 3% e quase nenhum reporte. Por isso, métricas nunca devem ser analisadas isoladamente.

## **O que fazer com quem caiu na simulação?**

Talvez nenhuma decisão seja tão importante para o sucesso de um programa quanto a forma como a organização reage aos usuários que interagem com campanhas simuladas.

**Não puna colaboradores**

A pior abordagem possível é utilizar campanhas de phishing para constranger, expor ou punir pessoas.

Quando isso acontece, os usuários passam a enxergar as simulações como armadilhas criadas pela área de segurança. O resultado normalmente é resistência, perda de confiança e redução do engajamento.

O objetivo da campanha deve ser aprendizado, não punição.

**Utilize treinamento just-in-time**

Uma das estratégias mais eficazes consiste em fornecer conteúdo educativo imediatamente após a interação do usuário. Esse modelo aproveita o contexto da situação para reforçar conceitos de forma muito mais efetiva do que treinamentos genéricos realizados meses depois.

**Aposte em microlearning**

Conteúdos curtos, objetivos e contextualizados tendem a gerar melhores resultados do que treinamentos longos aplicados indiscriminadamente. O foco deve estar em corrigir comportamentos específicos e não simplesmente aumentar horas de treinamento.

## **LGPD e aspectos legais das simulações de phishing**

Uma dúvida recorrente é se campanhas de phishing simulado são compatíveis com a Lei Geral de Proteção de Dados. A resposta é sim, desde que sejam conduzidas de forma adequada.

**Qual a base legal utilizada?**

Na maioria dos casos, o fundamento utilizado é o legítimo interesse da organização em proteger seus ativos, sistemas, dados e operações. A simulação possui finalidade legítima de segurança da informação, prevenção de incidentes e proteção do ambiente corporativo.

**O que pode ser coletado?**

Normalmente podem ser coletados:

\- Intenção dos usuários inserir dados de interação na campanha.

\- Registros de clique.

\- Registros de reporte.

\- Informações relacionadas ao comportamento observado.

**O que deve ser evitado?**

Boas práticas recomendam evitar:

\- Exposição pública de usuários.

\- Divulgação nominal de resultados para terceiros sem necessidade.

\- Utilização dos resultados para fins disciplinares sem previsão adequada.

\- Coleta de informações desnecessárias para os objetivos do programa.

**Documentação recomendada**

É importante manter:

\- Política de conscientização.

\- Registros de execução das campanhas.

\- Definição clara dos objetivos do programa.

\- Critérios de tratamento dos resultados.

\- Evidências de comunicação interna.

Além de apoiar a conformidade com a LGPD, essa documentação fortalece processos de auditoria e governança.

## **Erros mais comuns que devem ser evitados**

Ao longo dos anos, algumas práticas demonstraram gerar resultados significativamente inferiores.

**Criar cenários irreais**

Campanhas exageradas ou claramente fraudulentas produzem indicadores pouco úteis. O objetivo deve ser simular situações plausíveis e compatíveis com a realidade da organização.

**Punir usuários**

Além de prejudicar a cultura de segurança, a punição reduz a disposição dos colaboradores para reportar ameaças futuras.

**Não compartilhar resultados**

Os usuários precisam compreender o impacto das campanhas e os aprendizados gerados. A ausência de feedback reduz significativamente o valor educacional das iniciativas.

**Fazer apenas uma campanha**

Uma simulação isolada produz apenas uma fotografia momentânea. Mudanças comportamentais exigem acompanhamento contínuo.

## **Conclusão**

Simulações de phishing estão entre as ferramentas mais eficazes para compreender o comportamento dos usuários diante de ameaças reais. Quando bem planejadas, ajudam a identificar vulnerabilidades, fortalecer a cultura de segurança e gerar indicadores valiosos para a gestão do risco humano.

O sucesso de um programa não deve ser medido apenas pela redução de cliques, mas pela capacidade da organização de desenvolver usuários mais atentos, aumentar a taxa de reporte e reduzir sua exposição ao risco ao longo do tempo.

Mais importante do que descobrir quem clicou é entender quais comportamentos precisam ser fortalecidos para tornar a empresa mais resiliente diante das ameaças atuais.

## **Conheça a Plataforma Beephish**

A Plataforma Beephish permite criar campanhas avançadas de phishing simulado, QR Code phishing (Quishing), anexos maliciosos simulados, spoofing interno, páginas de captura personalizadas e diversos outros cenários de engenharia social.

Com recursos de automação, indicadores comportamentais, relatórios executivos, treinamentos integrados e gestão contínua do risco humano, a plataforma ajuda organizações de todos os portes a transformar dados em decisões mais inteligentes.

Também conheça os módulos de treinamentos e trilhas de aprendizagem contínua da Beephish para fortalecer sua cultura de segurança e acelerar a evolução dos seus colaboradores.

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Fonte: BeePhish — https://beephish.com